terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nostalgia*




Chegou o final do dia,
e as sombras mornas
passeiam pela cidade
e beijam,
as pedras da calçada.

Os pardais adormecem
o seu chilrear
embalados pelas canções
das velhas árvores.

Ao longe, o velho e magoado saxofone
acorda para lembrar memórias.

Devagarinho, cerro os olhos cansados
e sinto chegarem
as palavras doces,
que enviaste pelo vento quente
pra encher os meus momentos.
Nesse instante de nostalgia
a paz desce em mim
e do meu coração voam
pássaros azuis com cheiro a alfazema
que mando em direcção a ti.


maria loBos


(imagem google)

24 comentários:

tb disse...

E o velho sax irá sempre acordar as boas memórias da amizade recíproca.
Este é um dos teus recadinhos que mais gosto, minha Nem*:))))))****
(por isso vou levar para mim )*

Shadow disse...

Muito gosto eu de estar no parapeito a ler-te...

Bjs,
Shadow

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Maria...belo poema...Excelente...
Beijos

Secreta disse...

Existem momentos , que mesmo que éfemeros , nos enchem o coração de felicidade.
Beijito.

kris disse...

Sem dúvida, as tuas palavras levam-me para outra dimensão...

notyet disse...

Andava por aí a voar sem destino e não resisti a poisar um pouco neste teu lindo parapeito de flores feito.

Nanda Assis disse...

um poema assim nos faz lembrar de coisas boas.

bjosss...

Maria disse...

E os pássaros azuis chegaram, cheirando a alfazema...
Que bonito, e que calmo...

Vieira Calado disse...

Muito suave e gentil, este poema!

Gostei.

BJs

Nuno disse...

Bom, bom é mesmo cerrar os olhos e sentir as palavras doces chegarem pelo vento quente,sao os momentos nostalgicos que fazem acordar o teu sorriso.

:)*

Pedrasnuas disse...

Hoje deu-te para uma nostalgia doce?
Muito aprecias a Maria Lobos!

"Devagarinho, cerro os olhos cansados e sinto chegarem as palavras doces,que enviaste pelo vento quente pra encher os meus momentos."
Gosto deste !!!

"Nesse instante de nostalgia a paz desce em mim e do meu coração voam pássaros azuis com cheiro a alfazema que mando em direcção a ti."
Gostei deste também!

E despeço-me a meio do dia
O sol chegou para aquecer as paredes das casas brancas ...e eu envio-te alguns reflexos para aquecer a tua tarde!
um abraço amigo

Graça Pires disse...

"Devagarinho, cerro os olhos cansados
e sinto chegarem
as palavras doces,
que enviaste pelo vento quente
pra encher os meus momentos."
Que bom! Até chegou aqui o cheiro a alfazema...
Beijos.

notyet disse...

Neste outro voo ao parapeito venho agradecer a visita aos meus sitios.

tulipa disse...

A nostalgia parece que espreita en cada anoitecer...em cada amanhecer...
um abraço


tulipa

Jorge P.G disse...

Um poema de final de tarde, quando a noite já se aproxima e nos estende o seu manto de fantasia.

Uma vírgula e um "r" a mais, não deslustram ainda assim o poema. São lapsos de digitação naturais.
("Os pardais adormecem o seu chilrear...")

Saudações e obrigado pela visita ao Sino.

Parapeito disse...

:)) mto obrigada...realmente é so com um r.
o r só se dobra entre duas vogais.
****
e depois as virgulas.....aiii :)

ramos vilaça disse...

Ando meio perdido entre a "saudade e a nostalgia" (conheço a diferença, mas...)Lindas as "imagens desenhadas com letras"....

OUTONO disse...

Que o velho sax...toque sempre o lado contente do teu sentir.

No parapeito em frente...há um Outono que acredita!

Beijinho.

mateo disse...

As sombras são mornas e beijam...
O saxofone é velho e magoado...
As palavras são doces e caminham...
O vento aquece(-nos)...

Não preciso de mais nada.
Bjs

paradoXos disse...

linguagem positiva num poema muito bonito! beijinhos em ti amiga!

Å®t Øf £övë disse...

A nostalgia é um sentimento que tenho demasiadas vezes, e quando isso acontece acabo por ter uma sensação de conforto.
Bjs.

© Piedade Araújo Sol disse...

ternurento, belo e sensivel.

beij

vagabundo disse...

sombra morna...
como a minha de vagabundo
que pelas cidades deste mundo
beija as pedras da calçada,
por onde soube passou um dia
esta tão doce nostalgia
de alfazema perfumada...
como o cantam as velhas árvores
onde os pardais embalados
adormecem seu chilrear...
e onde a sombra do vagabundo
se sentou cansado do mundo
esperando os pássaros azuis...
que a Ti o irão levar.

(Docemente nostalgico...
ternamente quente...
serenamente azul e alfazema
este seu poema.
Lindo.)

Borboleta disse...

Desenham-se corpos Inquietos
sem rostos(...)
invisíveis.

Improvisam a alma
Enriquecem a valsa
mergulham despercebidas

Sombras sem fendas
gritam no deserto povoado
expectativa de vida (...)
partes de nós.