sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Reflexos





Olho-te pelo reflexo
Do vidro
E o coração da noite



E o meu desejo de ti
São lágrimas por dentro,
Tão doídas e fundas
Que se não fosse:
o tempo de viver;



e a gente em social desencontrado;

e se tivesse a força;
e a janela ao meu lado

fosse alta e oportuna,


invadia de amor o teu reflexo
e em estilhaços de vidro
mergulhava em ti.






Ana Luísa Amaral
In Anos 90 e Agora


(imagem tirada do google)

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