domingo, 3 de julho de 2016

Houve um Tempo

Houve um tempo, em que os dias corriam tranquilos e brisas doces
beijavam os nossos rostos. Tudo era calmo e simples.
As horas passavam a dançar e nós serenos e leves,
escutávamos o bater dos nossos corações. Tudo à nossa volta eram promessas a florir e dos nossos olhos brotavam flores,
que voavam em direcção às nascentes frescas dos sonhos. Houve um tempo em que a ternura era urgente e os braços não eram poupados aos abraços. Hoje trepo ás memórias desse tempo e sinto a saudade escarpada no peito. Fecho os olhos, nesta ânsia de guardar bem fundo, cada vez mais fundo , esse tempo,que foi um tempo, em que os dias corriam tranquilos e as brisas doces nos beijavam os rostos.

maria loBos *

foto  Josephine Wall

15 comentários:

Filipe disse...

um poema belo e simples...e cheio de tantos dizeres. Gostei muito .

tb disse...

Que esse tempo encantado viva sempre presente no teu peito.
Gostei muito!
Um beijinho, amiga.

Graça Pires disse...

Às vezes as memórias fazem-nos sulcar a marginalidade da luz... São lembranças imperfeitas que se pegam à pele. O caminho de sentido obrigatório é sempre a esperança...
Um texto excelente que te trouxe de volta. Gostei tanto!
Um beijo, amiga.


© Piedade Araújo Sol disse...

as memórias também fazem parte da vida e é bom recordar.
um texto muito belo.
bem regressada!
boa semana.
beijinho
:)

Fá menor disse...

"Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos" (Pedro Abrunhosa)

Mas que o céu desse tempo viva para sempre no coração.

Beijinhos

heretico disse...

muito belo este regresso aos rios da infância
agradeço a visita

beijo

Jaime Portela disse...

O tempo das coisas boas, por vezes não dura para sempre.
Mas há que voltar a agarrar a vida e fazer renascer a ternura e os abraços...
Magnífico texto, minha amiga, gostei imenso.
Maria, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Eduardo Aleixo disse...

Lindo o teu poema com brisas melancólicas mas doces.
Bom regresso querida amiga.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Um belo poema,
ainda que triste.
Sinto-me como se fosse
o seu autor...

Muitas alegrias para ti...

Rita Freitas disse...

Esse tempo ainda existe se nós quisermos. Bonito este poema.

beijinhos e obrigada pela visita

Ana Freire disse...

Um poema muito belo e nostálgico... com o qual todos nós nos identificamos...
Há sempre algo no nosso passado, que sempre se perde um pouco, no tempo e nas circunstâncias da vida...
Passando por aqui, conhecendo este espaço adorável, e agradecendo a sua simpática visita, por lá no meu canto, em artandkits.blogspot.com
E pela nossa parte, será um prazer imenso, visitá-la futuramente...
Beijinhos! Tudo de bom!
Ana

Andradarte disse...

Não nos devemos prender demais ao passado...
Apreciei a sua visita.
Obrigado
Abraço

AC disse...

Houve um tempo assim, de facto, para quase todos nós, mas o mundo mudou muito. Cabe-nos, em prol da dignidade, tentar preservar para os vindouros, nem que seja um cantinho, uma flor, uma simples semente, da harmonia que todos desejamos.

Um beijinho :)

DE-PROPOSITO disse...

Houve um tempo em que julgávamos que eramos felizes! Mas, e com o tempo, trocámos a palavra felicidade por utopia.

Felicidades
MANUEL

Pedrasnuas disse...

Tempos inesquecíveis e muito saudáveis! Fez-nos bem a quimera...mas veio a "tempestade" e tudo mudou!